sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

BRINCANDO COM A “REDE”

Hoje todo mundo sente a necessidade de está conectado a rede. Mas, pensando bem essa necessidade não é de hoje. Meu bisavô e meu avô também gostavam de se conectar a uma rede (risos) e os jovens nordestinos também gostavam. Balançavam e relaxavam e nem pagavam por isso. Era uma necessidade real e sadia. 

Não iam tão longe, no máximo se conectavam de uma parede a outra e quando a rede caía não tinham provedores pra amaldiçoar e até riam e não dava pra arriscar a vida marcando encontros na rede, ela não passava das paredes e alpendres. 

No tempo deles, só se adicionava alguém a rede quando casava e a infidelidade era pouca – não cabia muita gente na rede, se não ela caía. 

O amor na rede era real, nada de virtual. A rede unia o casal, se passassem o dia intrigados, à noite, ao som dos sapos e grilos tinham que “entrar” na mesma rede e eram dois corações e quatro tornozelos. Que me confirme o velho “Lua”, o rei do baião, o amor que trazia a rede do sertão:


 

“Eu tava com a Felomena
Ela quis se refrescar
O calor tava malvado
Ninguém podia agüentar
Ela disse meu Lundru
Nós vamos se balançar
A rede veia como foi fogo
Foi com nois dois pra lá e pra cá” 



Hoje, já cedo as crianças se conectam a rede, mas naquele tempo o acesso se dava bem mais cedo, quando a criança nascia já ganhava sua própria rede que balançada cessava muitos choros e não fazia que os pais chorassem. Quanta diferença tem as redes! (não posso deixar de rir). Vou contar de novo com o “Lua” pra essa verdade relembrar: 

“Balança a rede pro menino não chorar
Oi, balança, o menino Sinhá

Eu fui menino tão mimado e manhoso
Criado dengoso cresci sem apanhar
E minha mãe, se eu choramingava
Depressa mandava a Sinhá me embalar
Balança, Sinhá” 

Outra diferença é que a rede não falava, no máximo “piava” com o balançar. Ela não falava como abortar, dar golpes, fazer bombas... a velha e boa rede era muda. 

A única lembrança ruim ligada a velha rede e assemelhada a nova era a utilidade de levar os mortos e os mortos de hoje continuam sendo levados na nova e grande rede. 

Ainda assim, enquanto escrevo esse texto estou conectado às duas redes. 

== 
מַה־שֶּֽׁהָיָה֙ ה֣וּא שֶׁיִּהְיֶ֔ה וּמַה־שֶּׁנַּֽעֲשָׂ֔ה ה֖וּא שֶׁיֵּעָשֶׂ֑ה וְאֵ֥ין כָּל־חָדָ֖שׁ תַּ֥חַת הַשָּֽׁמֶשׁ׃
"O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol." 
Eclesiastes 1:9

Osiel Pontes

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

O MELHOR ESTÁ POR VIR

Não muito tempo atrás, numa aldeia esquecida do mundo vivia um menino que nunca tinha visto um show de circo. Você pode imaginar sua alegria quando, um dia, na porta de sua escola viu um cartaz anunciando que um circo iria ficar por uma semana em sua cidade?

Ele correu para casa cheio de entusiasmo e com uma pergunta no seu coração: "Poderei ir?" Mesmo vendo a alegria de seu filho, embora houvesse outras coisas mais importantes para comprar, os pais lhe disseram que se durante toda a semana ele ajudasse em casa, iriam dar o dinheiro para ele realizar aquele grande desejo.

Durante uma semana, o menino superou as expectativas dos pais, e domingo de manhã, vestido com as melhores roupas e bem disposto, ele esperou a recompensa. O menino sentiu-se rico, quando seu pai entregou-lhe uma nota para comprar o ingresso, ele segurou na mão o maior valor que já tinha visto.

Agora, animado que estava, tomou um atalho para a cidade correndo o mais rápido que podia.

Chegando próximo à cidade, juntou-se à uma multidão de pessoas que se dirigiam para a avenida principal. Parecia que a cidade inteira estava indo nessa direção, todos queriam ver o desfile de circo. E aquele desfile foi a coisa mais espetacular que o menino já tinha visto. Animais em gaiolas, pernas-de-pau, fanfarra, anões, acrobatas, bandeiras e confetes coloridos.

Quando todos já tinham passado, observou admirado alguém com calças largas, sapatos altos e um enorme sorriso pintado no rosto, era o palhaço.

Enquanto aquele palhaço passava por ele, tal foi a sua alegria que pensou: é hora de pagar. Colocou a mão no bolso, pegou a nota e deu ao palhaço. Então o garoto foi embora muito feliz para casa.

O que aconteceu? O menino achou que tinha visto o show, mas ele só viu o desfile.

Este tem sido o ano em que projetei está mais perto de Cristo. Quem me conhece pode até pensar que isso é estranho, pois eu o aceitei aos doze anos. Mais sempre estou projetando isso, porque penso que como o menino eu ainda não vi o “show”, até agora só vi o desfile, eu quero mais- Eu quero conhecer o poder da sua ressurreição! (Fl 3.10)

Você tem experimentado todas as suas bênçãos? Você viveu muitas experiências com Ele? Neste mundo, a vida cristã pode ser uma aventura inesquecível, uma viagem de sonho. Eu desafio você a vivê-la.

Atrevo-me a incentivá-lo que não seja apenas alguns daqueles que se contentam em sentar-se com a multidão para ver o desfile. Chamando-te, Deus colocou na sua mão um grande valor. Enquanto estivermos aqui, devemos ter uma grande expectativa sobre o pode dEle que opera em nós! Esforce-se para se tornar o que Deus quer que você seja! Deixe que ao longo de sua vida o Seu Espírito opere em você e através de você! Não se contente com o desfile!

“As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem, São as que Deus preparou para os que o amam.” (I Co 2.9)


Pr. Osiel Pontes

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

EU SOU JOSÉ, VOSSO IRMÃO

(Gn 45.4)

Humilhado, maltratado, zombado e vendido pelos próprios irmãos, José, anos depois, exaltado, amado, afamado e governante é confrontado numa situação que para muitos seria a grande oportundade de vingança – ele estava por cima.

Sala fechada, dentro somente ele e os irmãos, todos aussustados diante do homem mais poderoso do Egito depois de Faraó. Linho fino, jóias, cetro e em seu dedo o brilhante selo do rei – quem estava ali diante deles?

Quem estava ali não era realmente quem estava e no seu coração de justo não podia negar quem realmente era por dentro:

Eu sou José, vosso irmão!

Simples e belo assim. Num segundo se dispa de toda pomba e revela o seu íntimo, o “homem interior”, o que ele sentia ser dentro – apenas um irmão.

Como governante mostrou autoridade, como irmão mostrou-se gentil. Como governante mostrou-se áspero, como irmão mostrou lágrimas, perdão e num abraço bem apertado mostrou todo o seu perdão e amor e revelou o segredo:

Vocês não me fizeram nada! Este foi um projeto de Deus.

Hoje, muitos que habitavam os monturos e lixões da vida, estão agora vestidos como príncipes – graças a Deus por isso, mas, muitos, ocultados pela exaltação não mais relavam quem realmante são – apenas um irmão.

Não se mostram mais capazes de chorar, de abraçar e de mostrar perdão.

Sem títulos ou designações no meu íntimo quero simplesmente dizer:

Eu sou Osiel, vosso irmão e o que sou realmente não sou e o que tenho na verdade não tenho, tudo é dEle, por Ele e para Ele.

“Ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia.” (2 Co 4.16)

Osiel Pontes

terça-feira, 6 de setembro de 2011

AS CIDADES-REFÚGIO

“Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará.” (Salmos 91:1)

Eles eram muito amigos. Naquela manhã adentraram a floresta cantando. Trabalhavam todos os dias desde a manhã até ao pôr-do-sol, execeto o shabath. A terra prometida estava recém conquistada e havia ainda muita lenha para cortar. Yoseph diz alegre a Dan: você corta a árvore da direita enquanto eu cortarei a que está a minha esquerda mais a frente, hoje amolei bem o meu machado.

Dan ao som das machadadas fala a Yoseph o quanto foi importante a presença dele e de sua família no Brith Milah (circuncisão) de Daniel, seu filho. No meio da conversa Yoseph sente uma leveza em suas mãos e nelas percebe que há somente o cabo do machado.

A pouco metros sangrando, Dan desfalece com o ferro encravado em sua cabeça. Yoseph parcebendo o acidente é tomado de angústia, rasga suas vestes e joga terra ao alto de sua cabeça.

Agora sou culpado de sangue inocente, clama desesperado. Percebendo a morte do amigo, rápido retorna a cidade, mas ao chegar às suas portas lembra que também sua vida está por um fio: o sangue inocente deve ser vingado.

Empoeirado e com a cabeça entre as pernas relembra todos os bons momentos na comunidade e pranteia sem saber o que fazer. Até lembrar-se de uma passagem da Torah que mais parecia uma profecia sobre a sua vida:
“Três cidades separarás, no meio da terra que te dará o SENHOR teu Deus para a possuíres. Aquele que entrar com o seu próximo no bosque, para cortar lenha, e, pondo força na sua mão com o machado para cortar a árvore, o ferro saltar do cabo e ferir o seu próximo e este morrer, aquele se acolherá a uma destas cidades, e viverá.” (Deuteronômio 19:2,5)

Yoseph recobra o ânimo, levanta-se, bate a poeira do seu corpo e corre em direção à Ir Miclat (cidade-refúgio) mais próxima. Ele agora está fugindo do goel hadan (resgatador do sangue) o parente mais próximo da vítima.

O QUE ERAM AS CIDADES-REFÚGIO? 
Deus falou a Moisés que das quarenta e oito cidades que os levitas herdariam no meio das tribos de Israel, seis deveriam ser separadas como “arê Miclat” (cidades-refúgio), três a leste do Jordão e três na terra de Canaã.

A decisão final da escolha destas cidades ficou para Josué:

“Falou mais o SENHOR a Josué, dizendo: Fala aos filhos de Israel, dizendo: Apartai para vós as cidades de refúgio, de que vos falei pelo ministério de Moisés.” (Josué 20:1-2) 

Estas cidades deveriam ser de porte médio, ter recursos hídricos e contar com muralhas fortificadas. Mais ainda, deveriam espiritualmente estar preparadas para receber indivíduos culpados de homicídio não intencional.

Eram cidades para onde um coração despedaçado como o do personagem Yoseph poderia buscar refúgio e encontrar conforto para a alma e a preservação da própria vida. 

QUAIS ERAM ESSAS CIDADES?
Quarenta e oito cidades, como dissemos, foram destinadas aos levitas, destas, seis foram separadas como cidades-refúgio:

“Todas as cidades dos levitas, no meio da herança dos filhos de Israel, foram quarenta e oito cidades e os seus arrabaldes.” (Josué 21:41)

Foram elas:

“... Quedes na Galiléia, na montanha de Naftali, e a Siquém, na montanha de Efraim, e a Quiriate-Arba (esta é Hebrom), na montanha de Judá. E, além do Jordão, na direção de Jericó para o oriente, designaram a Bezer, no deserto, na campina da tribo de Rúben, e a Ramote, em Gileade da tribo de Gade, e a Golã, em Basã da tribo de Manassés” (Josué 20:7-8)

Que diferença havia entre as seis escolhidas para cidades-refúgio e as outras quarenta e duas?

1. Um homicida poderia habitar numa cidade-refúgio com todas as suas despesas pagas durante todo o tempo em que permanecesse, enquanto que nas demais cidades teria que se sustentar.

2. Nestas seis cidades o homicida poderia ser protegido mesmo não percebendo que tinha entrado em um refúgio. Nas outras quarenta e duas o homicida somente era protegido se recorresse aos levitas e os colocasse a par de todo o acontecido e só assim estaria livre do Goel hadam (resgatador do sangue). 

O significado dos nomes destas cidades nos faz saber o que elas representavam para os refugiados:

1. Quedes: santo ou santuário. 
2. Siquém: ombro ou costas.
3. Hebrom: comunhão ou associação. 
4. Bezer: fortaleza. 
5. Ramote: exaltação ou elevação, lugar alto. 
6. Golã: quebrantamento, tristeza e reflexão sobre os próprios atos. 

QUEM PODERIA BUSCAR REFÚGIO?
É importante ressaltar que as cidades-refúgio não acolhiam o culpado de homicídio doloso, aquele que teria matado alguém intencionalmente :

“Mas, havendo alguém que odeia a seu próximo, e lhe arma ciladas, e se levanta contra ele, e o fere mortalmente, e se acolhe a alguma destas cidades, então os anciãos da sua cidade mandarão buscá-lo; e dali o tirarão, e o entregarão na mão do vingador do sangue, para que morra. (Deuteronômio 19:11,12)

Somente o culpado de homicídio não intencional recebia acolhida:

“E este é o caso tocante ao homicida, que se acolher ali, para que viva; aquele que por engano ferir o seu próximo, a quem não odiava antes.” (Deuteronômio 19:4)

Ao chegar a uma ir miclat (cidade refúgio) o indivíduo relataria todo o episódio do homicídio e mesmo não podendo constatar a verdade dos fatos de imediato, os juízes posteriormente investiagavam cada caso e julgavam se o indivíduo realmente se enquadrava como legítimo refugiado, mas até que se concluisse o levantamento ele poderia continuar na cidade.

QUANTO TEMPO DURAVA O REFÚGIO?
Deus deixou claro a Moisés que somente após a morte do Kohen hagadol (sumo-sacerdote) vigente, o refugiado poderia voltar ao seu lar na sua cidade de orígem:
“E a congregação livrará o homicida da mão do vingador do sangue, e a congregação o fará voltar à cidade do seu refúgio, onde se tinha acolhido; e ali ficará até à morte do sumo sacerdote, a quem ungiram com o santo óleo.” (Números 35:25)

O que tinha a ver a morte do Sumo Sacerdote com o fim da estadia de um refugiado?

A tradição judaica diz que era obrigação do sumo sacerdote interceder incessantemente para que nenhum desastre caísse sobre os filhos de Israel. Se suas orações e incensos subissem com perfeição nenhuma tragédia ocorreria no país, então quando algum assassinato acontecia o sumo sacerdote de forma indireta também era responsabilizado e sua morte serviria como expiação pela culpa. 

Os antigos sábios judeus contavam que a mãe de um sumo sacerdote constantemente se preocupava pela vida do filho temendo que os refugiados subissem orações pedindo a morte do mesmo. Ela sempre estava com outras mulheres fazendo rondas nas cidades-refúgio servindo aos refugiados com alimento e tornando a vida deles o mais confortável possível para que em se sentindo bem os refugiados não orassem pela morte do sumo sacerdote.

Lembro aqui que se o refugiado saísse por conta própria da cidade-refúgio em que estava, responderia pela própria vida e estaria ao alcance do resgatador do sangue que era o parente mais próximo da vítima e a qualquer momento poderia ser morto.

UMA GRANDE LIÇÃO 
As cidades-refúgio eram abrigos perfeitos para aquele que mesmo por acidente sofria as mazelas psicológicas de ter assassinado alguém.

Hoje vemos as penitenciárias como verdadeiras formadoras de bandidos e não como casas que reabilitam e transformam os indivíduos. Podemos culpar a sociadade, as autoridades ou os próprios deliquentes por isso, mas o consenso é que o sistema deve ser totalmente revisto.

A Bíblia dá a deixa para esta revisão.

Porque Deus ordenaria que assassinos buscassem refúgio em cidades que eram habitadas por sacerdotes e levitas? Porque eles estariam cercados por um ambiente de muita santidade e estudos constantes da Torah e isso era o melhor remédio para suas almas cansadas e abatidas.

Assim, nem preciso espiritualizar, porque tudo o que escrevi até aqui em si já é espiritual, trata da alma, mas, quero ir além e dizer que “acidentalmente” podemos assassinar nosso próprio ser, nossa comunhão com Deus e a santidade que ela nos transmite. Acidentalmente porque por ignorância não sabemos o tamanho do dano que estamos trazendo a nós mesmos.

Quando nos abatemos por saber que sufocamos nossa santidade, é então que buscamos refúgio. Onde encontraremos?

Há uma profecia sobre Jesus, nosso Messias, que sempre me dá a direção de uma cidade-refúgio:

“E será aquele homem como um esconderijo contra o vento, e um refúgio contra a tempestade, como ribeiros de águas em lugares secos, e como a sombra de uma grande rocha em terra sedenta.” (Isaías 32:2)

Um refúgio é um lugar onde podemos nos ocultar e mudar de vida. Onde podemos esquecer o passado de dores e aprender sobre como ser santo e ter a mente completamente sarada.

JESUS é a nossa cidade-refúgio:

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. (Mateus 11:28-29)

Ele nos convida:

Venha em mim se refugiar porque EU SOU TUDO PARA VOCÊ!
Eu Sou o Goel hadam (resgatador do sangue), Sou o parente mais chegado, sou o remidor, ninguém vai matar você! Já derramei meu próprio sangue e tomei o teu lugar.

Eu sou a tua Ir miclat (cidade-refúgio), adentre e aprenda de minha santidade.

PERMANEÇAMOS EM JESUS, NOSSO REFÚGIO 
O Talmud, livro de interpretação judaica conta que uma astuta raposa fez uma maravilhosa proposta ao peixe: "Venha para a terra, e ficará a salvo da rede do pescador!" O precavido peixe respondeu: "Vivendo na água, existe uma possibilidade de que eu possa viver, evitando a rede do pescador. Entretanto, na terra certamente morrerei." 

O nosso adversário, astuto que sempre é, planeja que saiamos do nosso refúgio sempre apontando uma falsa vantagem. Fique atento.

A tradição diz que era obrigação dos levitas e sacerdotes colocar postes pelas estradas de Israel indicando em que direção ficava a cidade-refúgio mais próxima para que o que buscasse refúgio não se perdesse e fosse alcançado pelo goel hadam.

Quero deixar na estrada deste texto um poste e uma indicação para a sua vida: 

“Como o Pai me amou, também eu vos amei a vós; PERMANECEI no meu amor.” ( João 15:9) 

Osiel Pontes
Professor de Língua
e Cultura Judaica

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Referências:  -
- Bíblia Hábil, Software
- Talmud, Tratado Makot
- Chabad Lubavitch, site

quinta-feira, 29 de julho de 2010

EXERCITE O SEU HEBRAICO III

A VIDA - A CHAIM -Transliterado

A vida é uma oportunidade, aproveita-a.
A CHAIM HEINAM IZDAMENÚT, TENATSÉL OTÁ.

A vida é beleza, admira-a.
A CHAIM HEINAM IOFÍ, TAARÍTS OTÁ.

A vida é beatificação, saborei-a.
A CHAIM HEINAM EMUNÁ, TITEOM OTÁ.

A vida é sonho, torna-o realidade.
A CHAIM HEINAM CHALÓM, TAAFÓCH LE AMITIÚT.

A vida é um desafio, enfrenta-o.
A CHAIM HEINAM ETGÁR, TAAMÉT OTÁ.

A vida é um dever, cumpre-o.
A CHAIM HEINAM CHÓV, TEVATSEÁ OTÁ.

A vida é um jogo, joga-o.
A CHAIM HEINAM MISECHÁK, TESACHÉK OTÁ.

A vida é preciosa, cuida-a.
A CHAIM HEINAM CHASHUVIM, TETAPÉL BÁ.

A vida é riqueza, conserva-a.
A CHAIM HEINAM OSHÉR, TISHEMÓR OTÁ.

A vida é amor, goza-a.
A CHAIM HEINAM AHAVÁ, TEHENÉ OTÁ.

A vida é um mistério, desvela-o.
A CHAIM HEINAM TAALUMÁ, TEGALÉ OTÁ.

A vida é promessa, cumpre-a.
A CHAIM HEINAM AFETACHÁ, TECHABÉD OTÁ.

A vida é tristeza, supera-a.
A CHAIM HEINAM ATSIVÚT, TITGABÉR OTÁ.

A vida é um hino, canta-o.
A CHAIM HEINAM HIMNÓN, TASHÍR OTÁ.

A vida é um combate, aceita-o.
A CHAIM HEINAM KERÁV, TEKABÉL OTÁ.

A vida é tragédia, domina-a.
A CHAIM HEINAM ASÓN, TISHELÓT OTÁ.

A vida é aventura, afronta-a.
A CHAIM HEINAM ARPATEKÁ, TITEAVÉK BÁ.

A vida é felicidade, merece-a.
A CHAIM HEINAM OSHÉR, TEZAKÉ BÁ.

A vida é a VIDA, defende-a.
A CHAIM HEINAM CHAIM, TEAGUÉN OTÁ.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

EXERCITE O SEU HEBRAICO II



HINO NACIONAL DE ISRAEL
 התקווה - hatikvah - A Esperança

כל עוד בלבב פנימה
Kol od balevav penimah
Enquanto no fundo do coração

נפש יהודי הומיה
Nefesh yehudi homiyah,
Palpitar uma alma judaica,

ולפאתי מזרח קדימה
Ulfaatei mizrach kadimah
E em direção ao Oriente

עין לציון צופיה
Ayin letzion tzofiyah.
O olhar voltar-se a Sião,

 עוד לא אבדה תקותנו
Od lo avdah tikvatenu
Nossa esperança ainda não estará perdida,

התקוה בת שנות אלפים
Hatikvah bat shnot alpayim,
Esperança de dois mil anos:

להיות עם חופשי בארצנו
Lehiyot am chofshi beartzeinu,
De ser um povo livre em nossa terra,

ארץ ציון וירושלים
Eretz tzion viyerushalayim.
A terra de Sião e Jerusalém.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

EXERCITE O SEU HEBRAICO I













O TEMPO - A ZEMÁN

O Tempo é como um rio, está sempre em movimento.
A ZEMÁN HEINÓ KEMÓ NACHÁL, TAMÍD BE TENUÁ.

Você não pode tocar a mesma água duas vezes.
ATÁ LÓ IACHÓL LINGOÁ OTÁ MAIM PAAMAÍM.

Porque: a água que passou, não passará, de novo.
LAMÁ: A MAIM SHE AVERÚ, LÓ TAAVÓR, ÓD PAÁM.

Aproveite cada momento da vida, e encontre tempo para viver.
TENATSÉL KOL REGÁ SHEL A CHAÍM, VÉ TIMETSÁ ZEMÁN KEDEI LIHIÓT.

Se você vive dizendo como você está ocupado, então você nunca estará livre.
IM ATÁ KOL A ZEMÁN OMÉR EICH ATÁ TAFÚS, ÁZ ATÁ LEOLÁM TIHIÉ PANÚI.

Se você vive dizendo que você não tem tempo, então você nunca terá tempo.
IM ATÁ KOL A ZEMÁN OMÉR SHE EIN LECHÁ ZEMÁN, ÁZ LEOLÁM IHIÉ LECHÁ ZEMÁN.

Se você vive dizendo o que vai fazer amanhã, esse amanhã nunca chegará.
IM ATÁ TAMID OMÉR SHÉ TAASÉ MACHÁR, MACHÁR ZÉ LEOLÁM TAGUIÁ.

Se você não usar o seu tempo durante o dia, você é o grande perdedor.
IM ATÁ LÓ TISHTAMÉSH ZEMANECHÁ BE MÉSHECH A IÓM, ATÁ HEINECHÁ A MAFESÍD A GADÓL.

Aproveite cada momento da vida, é impossível voltar atrás.
TENATSÉL KÓL DAKÁ SHEL A CHAÍM, ZÉ BILTÍ EFSHARÍ LACHAZÓR ACHÓRA.

Valorize cada momento vivido, e esse tesouro terá futuramente muito mais valor.
TAARÍCH KÓL REGÁ SHE CHAITÁ, OTSÁR ZÉ TIHIÉ ARBÉ ERÉCH BA ATÍD.

lembre-se que o tempo não espera por ninguém.
TIZKÓR A ZEMÁN LÓ MECHAKÉ LE AF ECHÁD.


Dica: tente escrever a transliteração em caracteres hebraicos. 

Pr. Osiel Pontes